Às férias só lhes pudemos dar esse nome porque não estivemos a trabalhar porque ainda viemos mais cansados do que fomos. Apanhámos uma Leonor numa fase muito complicada: os primeiros passos. Só queria andar, mas como ainda não conseguia dar mais do que uns passos sozinha, lá tínhamos nós que andar com ela.
Na primeira semana fomos para o norte passar uns dias com os avós paternos. Tivemos azar com o tempo, choveu e tudo. Não sei se foi da mudança de ares mas começaram a romper os dois pré-molares do maxilar inferior. Se os outros dentes todos nasceram sem grandes problemas, estes dois deram dores pelos outros todos. A Leonor andava sempre irritada, chorosa e com as gengivas super inflamadas e inchadas. A agravar tudo isto, com a boca cheia de aftas (a tal virose que foi desvalorizada e que depois deu no tal problema que lhe atacou o andar). Ainda fomos ao hospital distrital da zona, numa madrugada em que acordou várias vezes num choro desesperado. O médico (que, a avaliar pelo penteado e pelos olhos remelosos, tinha acordado na altura) disse que não era nada… pois. Ben-u-on e gel para as gengivas lá tiveram que ser suficientes para aliviar a miúda.
Na segunda semana rumámos ao sul de Espanha onde esperávamos descansar realmente, ir à praia, piscina, comer, beber… Mas mais uma vez as expectativas foram defraudadas. A Leonor andou um dia bem, outro dia mal. Os dentes, as aftas… Mal chegámos à praia, tivemos que dar meia volta para trás. Decididamente, ainda não gosta de praia. Este ano dei-lhe um desconto mas no próximo ano vai ter que gostar, senão rifo-a. Limitámo-nos à piscina do hotel e mesmo assim, enquanto não se ambientava à água, as suas entradas na piscina levavam uma eternidade. Molhava um dedinho de cada vez e nunca chegou a molhar a cabeça. Nisto, não sai aos pais.
Fomos com regime de meia pensão, o que implicava tomarmos o pequeno almoço e o jantar no buffet do hotel, ou seja, o cenário ideal para o descanso e convívio familiar…que não aconteceu, nem o descanso e muito menos o convívio…é que para comermos, tínhamos que ir um de cada vez. Qual é a piada de ter aqueles buffets enormes, cheios de tudo e mais alguma coisa e termos de comer sozinhos? Não tem piada nenhuma, claro. Mas tinha que ser mesmo um de cada vez porque levar a Leonor implicava engolir a comida rapidamente ao invés de a mastigar e saborear. Ela gritava, ela atirava as coisas ao chão, ela não parava quieta…enfim. As vezes que a levámos (apesar da sacada de brinquedos que levávamos para se entreter), não foram nada agradáveis. Tanta criança que lá estava e só se ouvia esta desavergonhada. Ai, ai...
Desejámos muito estes dias mas depois de lá estarmos, só queríamos que acabasse. É que as nossas costas já não aguentavam andar com ela ao colo e curvados para ela andar no chão. Ainda por cima embirrou com o carrinho-begala comprado de propósito para estes dias. Não ficava lá mais de 5 minutos. Foram dias super cansativos, fisica e psicologicamente. Muito desgastantes. Por sorte, a Leonor não regressou com os pais separados :))
Pelo menos em casa, de volta nosso habitat natural, ela esteve melhor e a última semana até que correu bem.
Só espero que no próximo ano corra melhor; é que estamos mesmo a precisar de férias. E ainda vamos pensar duas vezes se o dinheiro que gastámos com estas não lhe vão ser descontados no abono ou no 1º ordenado:)