Já aqui falei algumas vezes da minha relação com os agentes de autoridade. Desde as multas, às minhas deslocações a esquadras, estes encontros imediatos nunca correm lá muito bem, ao ponto de ter sido chamada à atenção por desrespeito à autoridade. Que me desculpem os polícias mas simplesmente não tenho paciência para tanta arrogância. Deve ser azar meu mas calham-me sempre aqueles que só por envergarem uma farda, se acham os maiores. Não me contenho e respondo.
Ontem aconteceu mais um episódio. Fui às compras a um supermercado e estacionei o carro onde devia. Quando voltei, estava um carro a barrar-me a saída. Apitei, apitei, apitei... nos prédios em redor toda a gente ouviu. Nas lojas também. Durante uns 5 minutos apitei, apitei e nada. Até que me lembrei que no supermercado costumam estar dois polícias. Furiosa, voltei lá e dirigi-me a um deles:
- Sr. Guarda, um carro barrou-me a saída e estou há mais de 5 minutos a apitar, já toda a gente deve ter ouvido menos o proprietário. Os senhores não podem fazer nada? Chamar um reboque, por exemplo?
- Qual é o carro?
- É um Volkswagen.
- Ah! É aqui do meu colega, ele está só ali a comprar tabaco.
Se eu já estava furiosa, nem imaginam como é que fiquei depois...só me apetecia mandá-lo para um sítio muito feio... entretanto chegou o dito cujo, o infractor, o fora da lei, o incumpridor, enfim, o filho da mãe. Se o meu olhar matasse, ele caía ali fulminado.
- Parece impossível...importa-se então de tirar o carro? Tenho uma criança à minha espera.
- Vou já.
Fui para o carro a cuspir fogo e não me contive, tinha que lhe dizer mais qualquer coisa.
Antes de entrar para o carro disse-lhe:
- Isto é uma vergonha, vocês em vez de dar o exemplo, são os piores.
E fui à minha vida. Como é que se pode ter respeito a esta gente, se eles são os primeiros a desrespeitar a lei? Que moral é que têm para passar multas? Que raiva! Só tive pena de não lhe ter feito um risco ou furado um pneu.

