A senhora que faz a manutenção daqui do escritório é de origem romena. Ontem em conversa com ela, fiquei a saber que na Roménia a licença de maternidade é de 2 anos. Dois. As mulheres estão em casa com os filhos 2 anos e a receber 85% do ordenado.
Este é um país que só entrou este ano na Comunidade Europeia e cujos salários são baixíssimos (acho que o ordenado mínimo fica entre os 100/200 Euros). A economia tem graves deficiências e existe muita injustiça social, nomeadamente ao nível da prestação de cuidados de saúde; tudo tem um preço e só com dinheiro se consegue um atendimento aceitável. Por exemplo, esta nossa colaboradora quando teve o filho dela, teve que dar dinheiro “por fora” às enfermeiras para poder ter uma simples almofada. E mesmo os próprios médicos estão sempre à espera de “contrapartidas” e dependendo destas, assim dispensam mais ou menos atenção aos pacientes.
O sistema falha em muitas coisas, obviamente, mas os dois anos de licença de maternidade ninguém lhes tira. Ela diz que acaba por ser muito tempo, que um ano era o suficiente, até porque é prática corrente na Roménia as mulheres ficarem apenas um ano com os filhos e aproveitarem o outro ano de licença para trabalharem noutros locais (de forma ilegal) e assim receberem de dois lados. A necessidade também acaba por falar mais alto porque efectivamente são ordenados muito baixos. Não é por acaso que há tantos imigrantes de leste no nosso país e por essa Europa fora.
Eu já não pedia os dois anos (isso era pedir demais) mas pelo menos 1 ano era o mínimo para podermos acompanhar as necessidades dos nossos filhos. Não me canso de dizer que “largá-los” aos 4 ou 5 meses num infantário, numa ama, ou noutro sítio qualquer, é demasiado violento e uma grande injustiça tanto para a mãe como para o filho. Acho inconcebível e inaceitável tão pouco tempo.
Este é um país que só entrou este ano na Comunidade Europeia e cujos salários são baixíssimos (acho que o ordenado mínimo fica entre os 100/200 Euros). A economia tem graves deficiências e existe muita injustiça social, nomeadamente ao nível da prestação de cuidados de saúde; tudo tem um preço e só com dinheiro se consegue um atendimento aceitável. Por exemplo, esta nossa colaboradora quando teve o filho dela, teve que dar dinheiro “por fora” às enfermeiras para poder ter uma simples almofada. E mesmo os próprios médicos estão sempre à espera de “contrapartidas” e dependendo destas, assim dispensam mais ou menos atenção aos pacientes.
O sistema falha em muitas coisas, obviamente, mas os dois anos de licença de maternidade ninguém lhes tira. Ela diz que acaba por ser muito tempo, que um ano era o suficiente, até porque é prática corrente na Roménia as mulheres ficarem apenas um ano com os filhos e aproveitarem o outro ano de licença para trabalharem noutros locais (de forma ilegal) e assim receberem de dois lados. A necessidade também acaba por falar mais alto porque efectivamente são ordenados muito baixos. Não é por acaso que há tantos imigrantes de leste no nosso país e por essa Europa fora.
Eu já não pedia os dois anos (isso era pedir demais) mas pelo menos 1 ano era o mínimo para podermos acompanhar as necessidades dos nossos filhos. Não me canso de dizer que “largá-los” aos 4 ou 5 meses num infantário, numa ama, ou noutro sítio qualquer, é demasiado violento e uma grande injustiça tanto para a mãe como para o filho. Acho inconcebível e inaceitável tão pouco tempo.


13 Comentários:
Infelizmente este é o nosso Pais,pagas não bufas e ainda por cima tens piores regalias que os outros.
(Os 120 dias de licença de maternidade sao dias seguidos com fim-de-semana e feriados.E esta Hein!?)
Isto de compararem Portugal com a União Europeia sendo o nosso salário minimo mto mto mais baixo ,n está com nada.
Bjs .
É mesmo incrível! noutro dia estive a ler algo sobre este assunto e Portugal é dos que dá menos tempo a seguir ao parto.
Eu concordo contigo, nó mínimo um ano porque com 4 mesinhos é uma vilência contra o filhote e contra a mãe.
Jinhos fofos apertadinhos
Eu fiquei com a Carolina 6 meses e achei muito pouco.
Agora que estou com ela desde Agosto vejo como é bom poder acompanhá-la.
Deixo-te aqui um convite.
www.espacomagico1.blogspot.com.
Tenho a certeza que vais gostar
Por cá, a licença é de facto muito pequena. E pensar que já foi menos ainda...! É o que dá as dezenas de atraso em termos económicos e de mentalidade que temos em relação aos outros países (e a culpa é do melhor?! português de sempre).
A M. foi para o infantário aos cinco meses e meio. Teve de ser, mas sinceramente penso que teria ido nessa altura mesmo que pudesse ficar com ela. Ela era (e é) cheia de energia, só queria estar com pessoas, sempre a brincar, e a prova disso é que se adaptou lindamente. :)
Desta vez, espero que o miúdo seja mais calminho ;), porque queria adiar a entrada no infantário até aos 12/14 meses. Mais por razões de saúde - com poucos meses estão muito mais sujeitos a contrair doenças e é mais complicado da tratar. A M, mal entrou para o infantário, fez uma bronquiolite. Se tudo correr bem, conto ficar com o bebé em casa até pouco mais de um ano. :)
É verdade, uma coisa que nada tem a ver ;): não consegui encontrar aquele sabor de gelado que falaste num post antigo. Andei pelos 'quiosques' da Olá, até obriguei o marido a comer um sabor que me parecia ser o que falavas, mas não era :(. Calculo que ainda não tenha chegado a este humilde terra. ;)
Beijocas
Também acho inacreditável que a nossa licença seja só até aos 150 dias... Se é suposto amamentarmos em exclusivo até aos 6 meses como é que vamos trabalhar aos 4 ou 5 ???
De facto, é muito violento. Devíamos ficar com os nossos bebés até fazerem 1 ano...
Assim vai o nosso país com tantos "incentivos" à natalidade...
Beijinhos
Custa muito e revolta mais ainda. Fiquei em casa com a minha filhota seis meses e meio e também me foi muito difícil separar dela.
Eu acho (espero) que brevemente se poderá ter 6 meses com ordenado por inteiro em Portugal. Apesar de ser uma licença muito curta a questão da amamentação poderia ser assegurada ...Realmente ser mãe por estas paragens é uma maratona cheia de obstáculos.
bjs
Arraula
2 anos é se calhar muito tempo, mas os nossos 4 meses são de facto muito pouco... Utilizas-te a palavra certa "violento" largar o nosso filho num infantário aos 4 meses, ainda o meu filho está na minha barriga e já tou a sofrer por o deixar tão pequenininho num infantário em Setembro com 4 meses, mas não temos outra opção!
Preciso trabalhar, para lhe dar o melhor, e não o posso deixar com mais ninguém e ficar com ele é impossivel...
Muitos beijinhos
Olá, sou nova aqui e gostei bastante do teu blog. Estava procurando mais blogs de mamães de menina, pois visito a maioria é de meninos. Encontrei através do blog da May, luz e sombra, por sinal, ótimo também. Aqui no Brasil o tempo é de 4 meses, mas já está entrando uma lei de 6 meses q ainda não vigorou e q algumas empresas estão aderindo a esse tempo para suas funcionárias, mesmo não sendo obrigado, estar facultativo ainda, empresas bacanas estas. Fiquei surpresa com o tempo na Romênia e pensei o quanto eu necessitaria desse período pra mim cuidar da minha filhota. Me visite. Beijocas
O carácter de uma criança forma-se nos primeiros anos de vida ao "deixá-los" numa creche aos 4/5 meses com várias pessoas que não conhecem eles perdem o conhecimento pelo afecto, para uma criança tão pequena o ambiente familiar é fundamental. Há quem prefira deixá-lo numa ama mas, hoje em dia, é difícil saber em quem confiar. Parte-me o coração saber que o meu filhote vai aos 5 meses para a creche (e felizmente vai para a escola onde trabalho e a educadora é uma querida), vou perder tanto do seu desenvolvimento! Tento abstrair-me e nem pensar muito nisso. Beijocas.
É de facto uma crueldade sem tamanho o que se faz às mães e aos bebés em Portugal. Não admira as taxas de natalidade estarem como estão e as pessoas adiarem cada vez mais a decisão de ter filhos. É que só se encontram obstáculos! Alguém devia fazer alguma coisa. Não haverá para aí alguma associação ou movimento? Porque se continuamos à espera que os governos mudem isto, bem podemos esperar sentadas!
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