Foram 24 horas de tortura, tanto para a filha como para os pais. Ontem a Leonor ainda foi sujeita a uma série de exames e mais 2 raio-x à coluna. Depois de uma tarde inteira de espera e nervos, o diagnóstico do neurologista foi Marcha Atáxica resultante de uma infecção que ela teve há cerca de 3 semanas. Segundo parece, é uma reacção normal do organismo como resposta a viroses e outros ataques.
A Infecção a que o médico se refere aconteceu, de facto, mas o único sinal que tivemos dela foi uma série de aftas na boca, que ainda por cima coincidiram com o rompimento de dois pré-molares. A Leonor andou muito aflita, com as gengivas muito inflamadas e queixava-se muito mas nem sequer fez febre. Liguei para o Saúde 24 e a indicação que me deram, além de não ir para o hospital (que é o que dizem sempre), foi de comprar na farmácia umas gotas e ir pondo nas aftas. Mais nada. Soube ontem que deveria ter ido mesmo ao hospital. É que às vezes podem ser só aftas mas outras vezes estas podem ser o sinal de outras coisas. E pelos vistos era mesmo e o facto da Leonor não ter tido o tratamento adequado teve estas concequências. Afectou-lhe a marcha e fez-nos passar um mau bocado. Querem tanto aliviar os hospitais das falsas urgências, que por vezes minimizam problemas sérios.
Ficámos um bocado desconfiados com este diagnóstico; após de tanto aparato e prioridade dados à Leonor, ficámos com alguma desconfiança se seria mesmo só isso. Bom, mas eles é que são os médicos. Depois da desconfiança, veio o alívio e um descomprimir da tensão que vivemos nestas 24 horas (sem comer e dormir muito mal). Depois de tudo passado e de finalmente descontraír, senti-me cansada e ressacada de tanto stress.
Viemos para casa com anti-inflamatório de 8 em 8 horas. Até ao fim da semana já deverão haver melhoras. Se isso não acontecer, 6ª feira voltamos lá. Se tudo correr bem, voltamos 2ª feira para re-avaliação com o neurologista.
Obrigado pelas vossas palavras.