sexta-feira, agosto 31, 2007
quinta-feira, agosto 30, 2007
Notícias
Já está na altura de vir sacudir o pó aqui à casa abandonada:)
O tempo é realmente curto. A Leonor até se porta bem e dá umas folgas aos papás mas essas folgas são preenchidas com uma série de coisas e o coitado do blog fica sempre para último e anda aqui abandonado.
A nossa bebé continua linda e supera-se todos os dias. Já esboça uns sorrisinhos mas apesar das figurinhas tolas que a mãe faz para a fazer rir, ela não me faz a vontade. É só mesmo quando lhe apetece. Prefere apanhar-nos de surpresa e rir-se para nós quando não estamos a ver. Já a apanhei a rir-se para o pai algumas vezes quando ele não está a olhar. Faz pela calada :)
Em contrapartida a chorar não se acanha; é pequenina mas tem uns pulmões poderosos. Não tem aquele choro de bebé; é mesmo à bruta. Eu digo que ela tem voz de bagaço :)
Continua a fazer espaços de 3/4 horas entre refeições e ontem à noite fez de 5!! Soube-me mesmo bem mais uma horinha seguida de sono.
É uma esfomeada. Nunca foi alimentada exclusivamente pela mama pois ficava sempre com fome, estivesse ela 10 minutos ou 1 hora a mamar. Fiz a experiência de estar um dia inteiro só com mama e inicialmente aguentava 2/3 horas. À medida que o dia ía passando, os espaços entre as mamadas eram cada vez mais reduzidos e notava-se perfeitamente que ela não ficava bem. O suplemento sempre foi indispensável, o que talvez tenha tido influência no que me está a acontecer agora: estou a ficar sem leite. Li que quanto mais o bebé mama, mais leite é produzido. Talvez seja verdade, mas não notei que isso acontecesse comigo. Eu vou-lhe dando mama como "entrada" na refeição para que ela não se desabituar e para continuar a produzir, mas vê-se que ela está sempre desejosa do prato principal: O biberão.
As férias do pai estão a acabar. Foram duas semanas óptimas, para descansar, partilhar tarefas e aproveitar ao máximo a nossa pequenina. O tempo passa a correr e a Leonor já está com 1 mês, 1 semana e alguns dias. Parece que foi ontem que ela nasceu.
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Leonor,
Tempo (ou falta dele...)
sábado, agosto 25, 2007
Consulta
Ontem foi dia de consulta do primeiro mês. Optámos pela médica que consultou a Leonor logo na primeira consulta, a que o hospital marcou. Achamos que é a mais acessível, simpática e esclarecedora das dúvidas que vamos tendo. É também muito mais nova que a outra que nos foi recomendada. Pensei que uma pediatra mais "velha" e mais experiente seria melhor, mas esta pareceu-me demasiado agarrada a uma prática já antiga e pouco aberta a novas soluções. Sendo a eleita mais nova, coincide que também é muito mais acessível e a par das novas realidades e necessidades.
Quanto à Leonor, ela está com 3,550 Kg e 53 cm. Uma matulona! Segundo a médica, está a crescer bem e até mais do que o normal. Além da observação habitual, foi feita uma pequena operação de cicatrização forçada do umbigo. O coto caíu ao 8º dia e aparentemente o umbigo estava cicatrizado mas na 5ª feira começou a deitar sangue e quando a Leonor fazia força, parecia que saltava. Com a ajuda duma coisa semelhante a uma agulha, a Dra. queimou a parte que sangrou. Não deve ter doído pois a nossa pequenina não se manifestou; fez apenas um xixizinho na marquesa como vingança :)
De resto está tudo bem. Foi ainda falada a questão das vacinas normais do plano nacional de vacinação e das extra plano. A da meningite e outra da gastroenterite, vacina esta que não conhecia. Acho que existe apenas desde Janeiro. Combate os principais virus causadores deste problema. A Dra. disse que era facultativo mas já decidimos que tudo o que exista para evitar algum sofrimento à pequenita (e a nós), aderimos de imediato. Como está fora do plano nacional, sai também do nosso bolso: € 50. Infelizmente, há coisas que o nosso Estado ainda não comparticipa por considerar um luxo. Como se ter direito a saúde o fosse...
quinta-feira, agosto 23, 2007
1 Mês
Em clima de férias, não podia deixar passar este dia em claro. Hoje faz um mês que a Leonor nasceu! Um mês que tem sido cheio de altos e alguns (poucos, felizmente) baixos.
A nossa menina está cada dia que passa mais linda. Já perdeu um pouco o ar de recém-nascida e já tem mais cara de bebé. O facto de ela ter nascido tão pequena comparada com o peso de outros bebés à nossa volta, faz-nos ter a ilusão de que temos uma bebé (enquanto tal), mais tempo que os outros. Ainda esta semana nasceu o bebé de uns amigos com 3,970 Kg. O peso que a Leonor terá provavelmente aos 2 meses. Ela tinha 3,400 kg na Terça-Feira, quase a completar um mês. Apesar do peso, está muito comprida e já com umas bochechas adoráveis. Ela é muito miudinha, mas é de uma perfeição, de uma beleza e de uma graça... OK, opinião suspeita :) Curiosamente, hoje logo de manhã, vimos o seu primeiro sorriso, estando ela acordada pois ela ri-se muito a dormir. Quero acreditar que foi o seu presente aos pais :)
Quanto às noites, elas têm sido mais calmas. As cólicas parece que deram tréguas. Em 1 mês já vamos na 3ª marca de leite (suplemento). Isto porque tanto o Aptamil como o Novalac faziam-lhe imensas cólicas, tantas que o Colimil não parecia fazer qualquer efeito, nem sequer se notavam melhoras. Agora com o NAN Transit, tem sido uma maravilha. Mas isto das marcas pode funcionar para uns e pode não funcionar para outros. Em desepero de causa (antes de começar com o NAN), encomendei de Inglaterra o célebre e milagroso Infacol. Tenho ali 2 embalagens e ainda não abrimos nenhuma. Antes assim. Só desejo não vir a precisar de os usar.
Os horários dela para comer têm sido com espaços de 3/4 horas entre refeições.
Tenho andado ausente pois estamos a aproveitar as férias do pai para passear e até já fomos passar uns dias ao Norte. Tenho imenso medo que com este tempo instável ela se constipe, mas está tudo a correr bem. Tem sido muito bom.
Amanhã temos consulta do primeiro mês. Espero ter mais tempo daqui para a frente. Há tantas coisas que gostava de registar aqui e que sei que posso esquecer-me... Continuo a dormir pouco mas a a ajuda do pai tem me dado muito jeito e lá vai dando para descansar. Com o tempo, as coisas estão a começar a entrar nos eixos e a verdade é que a Leonor tem sido uma querida.
Parabéns filha!
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Mês a Mês
sexta-feira, agosto 10, 2007
Ainda as malditas cólicas...
A nossa pequenina continua cheia de cólicas. Nem o novo leite, nem o Colimil parecem estar a resultar.
Ontem fomos a uma consulta com outra pediatra. Não porque não gostássemos da primeira mas porque nos foi "arranjada" por uma tia minha, também na CUF. Apesar da Leonor ter sido consultada na 2ª feira e não se terem registado grandes alterações desde então, aproveitámos porque é sempre bom ter segundas opiniões. Relativamente às cólicas, não há mesmo muito a fazer para além do fazemos actualmente. A médica disse para continuarmos com o Colimil e esperar mais uma semana. Se de facto a situação se mantiver, tentaremos outras coisas. Tanto uma médica como a outra, disseram que isto tem tendência a piorar até aos 3 meses... é bom ouvir estas palavras de ânimo :-(
De resto está tudo bem e só faltam 5 g para a Leonor chegar aos 3 Kg! :-) Ela estava ontem com 2,995 Kg. Segundo a médica, ela está a aumentar bem e mais do que o normal. É uma bebé linda e muito portátil :-)
Continua (e irá continuar mais uns tempos) a vestir roupa nº0. Não sei o que vai acontecer ao monte de vestidinhos de Verão de 1-3 meses. Continua tudo enoooorme. Ainda tentei vestir uns de tamanho 1, mas parecem tendas. Acho que vai acabar por vesti-los com collants e gola alta lá mais para Novembro :-)
Fomos "apanhados" pelos primos Susana, Paulo e Gonçalo!!! :-) Beijinhos, primos!!
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Leonor
terça-feira, agosto 07, 2007
As duas primeiras semanas de vida
Foram duas semanas muito intensas e sobretudo cansativas. A adaptação da Leonor à vida e de nós a ela tem corrido bem, só que a nossa inexperiência como pais causa-nos muitas dúvidas e preocupações com tudo e com nada. Mas lentamente as coisas começam a entrar nos eixos.
A Leonor alimenta-se bastante bem. Além da maminha da mãe, ainda bebe suplemento. Inicialmente o suplemento era o mesmo que ela bebia no hospital mas por causa das cólicas que a nossa pequenina já sofre, mudámos de leite na semana passada. O novo também não tem trazido grandes melhoras, ela continua cheia de dores principalmente à noite.
Entre as refeições faz intervalos de 3/4 horas, o que de noite dá muito jeito :-)
Outra situação que nos preocupou bastante foi ela ficar com alguma farfalheira cada vez que mamava no biberão. Por causa disso, chegámos até a ir uma noite às urgências porque parecia mesmo que lhe faltava o ar. Era aflitivo ouvi-la, apesar de ela não demonstrar qualquer desconforto. Foi observada e não notaram nada. A explicação tem a ver com a sofreguidão dela a mamar e a descoordenação da mamada com a respiração.
Ao 4º dia fomos com ela fazer o teste do pezinho. Por aqui já deu para perceber que quando for dia de vacinas e outras torturas, tanto vai chorar ela como a mãe...
Entretanto, ontem foi dia da primeira consulta com o pediatra. Deixei ao critério do hospital a escolha do mesmo, pois a única referência que eu tinha era de uma médica que neste momento não está a aceitar mais bebés, por issso e por ser época de férias, deixei que me marcassem para um qualquer; se não gostássemos, depressa mudaríamos. Calhou-nos uma médica que aparentemente nos parece boa. Tirou as nossas dúvidas, explicou-nos uma série de coisas que nos serão úteis. Não é fundamentalista com horários de comer, marcas de leite e disse que tudo depende da bebé. Recomendou Colimil para as cólicas. Vamos ver se faz algum efeito.
Em termos de peso e como é normal, a Leonor perdeu algum. Ela nasceu com 2,830 Kg e no 3º dia, quando saímos da maternidade, estava com 2,750 Kg. Na semana passada quando fomos às urgências (com uma semana de vida) já tinha 2,810 Kg. Ontem, com duas semanas, já estava com uns valentes 2,910 Kg. Segundo a médica, está a crescer mais do que o esperado. Pudera, com o que come... Esta médica deu-nos de imediato o seu contacto de telemóvel e deixou-nos à vontade para a contactar sempre que necessário. Achei óptimo. Dentro de 15 dias teremos nova consulta do 1º mês.
A nossa bebé é muito querida e só chora quando tem fome ou cólicas. Está cada vez mais linda e como eu e o pai dizemos, saíu-nos melhor que a encomenda :-)
Quanto a mim, ando super cansada. Apesar da grande ajuda do pai, durmo menos do que devia à noite e de dia em vez de aproveitar as sonecas da Leonor para descansar, arranjo sempre qualquer coisa para fazer. Mas já me mentalizei que preciso mesmo de descansar. Acho que não me estou a saír mal na minha nova "função". Apesar da inexperiência, tenho conseguido lidar com aquilo que nos vai aparecendo, sem entrar em pânico :-) A verdade é que a nossa menina nos tem facilitado a vida. Estamos apaixonados :-)
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Leonor
sexta-feira, agosto 03, 2007
Sem tempo
Pensei que fosse exagero quando ouvia mães queixarem-se de falta de tempo nestes primeiros dias de vida de um bebé; afinal, segundo a teoria, um recém-nascido só come e dorme.
Mas afinal é verdade: não há tempo para nada!
Apesar da grande ajuda que o pai me tem dado (tem sido incansável, apesar de já estar a trabalhar), eu não páro.
Tenho imensas coisas para relatar mas não consigo arranjar 10 minutos para vir cá. Desculpem a minha falta de resposta e ausência mas de certeza que me compreendem.
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Tempo (ou falta dele...)
O pós-parto
Numa só palavra: dramático.
Não me querendo alongar muito sobre este assunto porque ainda me custa recordar, custou-me muito mais do que o parto. Não falo apenas das dores e mau-estar horrorosos que a episiotomia me causou. Só posso dizer que deixei de ter dores ontem. Falo daquilo que sempre tive receio: as visitas.
Só para terem uma ideia, duas horas após o parto, quando subi do recobro para o meu quarto, tinha 15 pessoas lá dentro a quererem ver a Leonor. Quinze pessoas ao redor da nossa cama! O que vale é que já era perto das 21H e foi rápido.
No dia seguinte, na terça-feira, foi o descalabro: das 12H às 21H (horário da visita) se tivemos sozinhas meia hora foi pouco. Tivemos sempre visistas e muitas vezes o quarto estava com mais de 7/8 pessoas. Contámos umas 40 pessoas nesse dia. Só desejava que entrasse ali uma enfermeira que corresse com aquela gente, mas não. E eu não tive coragem para o fazer.
Por mais avisos e pedidos que tivesse feito, não adiantou nada. Compreendo o carinho, a curiosidade e a ansiedade de nos verem mas a Leonor não vai fugir e há imenso tempo para a verem. Porque é que não compreendem isso? Para algumas pessoas não consegui mesmo evitar uma certa antipatia. O cansaço era mais que muito. À noite, já sozinha com a Leonor, fartei-me de chorar de desespero, cansaço, impotência e pedi-lhe desculpa por não a ter conseguido proteger daquela invasão.
Na quarta-feira saímos do hospital. Estávamos mortinhos por chegar a casa, pelo menos aí estaríamos mais protegidos.
As visitas continuam, obviamente, mas mais espaçadas e menos frequentes. Ainda assim, no Sábado, quase corremos com uns amigos.
Tal como já tinha aqui dito uma vez, a questão do horário das visitas preocupava-me. E tinha razão. Como eu desejei o velho sistema de 1 hora de visitas, 2 senhas...
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Parto
terça-feira, julho 31, 2007
O Parto
Ainda na adaptação à nova vida, o tempo tem sido escasso para poder actualizar escritas e leituras, mas aproveitando uma soneca da Leonor e como é tradição, vou tentar fazer o relato do parto uma semana depois, esperando que não me falhem os principais pormenores.
Tal como estava previsto, às 8:00H da manhã lá estávamos nós no Hospital. O dia amanheceu chuvoso. Nessa noite dormi muito pouco, claro, a ansiedade era enorme.
Depois de nos registarmos, encaminharam-nos para um quarto. Mandaram-me despir, preparar a roupa da Leonor, fazer um clister e deitar-me na cama. Até aqui foi uma auxiliar que nos acompanhou.
Às 9:00H iniciava-se uma longa caminhada para o parto; foi a esta hora que entrou a enfermeira que iria estar a tratar de nós durante a indução. Quando a vimos entrar no quarto não conseguimos deixar de ficar um bocadinho preocupados. Sabem aquelas enfermeiras que às vezes vemos nos filmes, de meia idade, ar austero, grandes, fortes e que nos ameaçam com grandes seringas? Pois era uma dessas. Queria uma daquelas boazinhas simpáticas, mas não. Calhou-me aquela e (como pude constatar mais tarde), ainda bem!
A enfermeira apresentou-se, ligou-me ao CTG e avisou logo que me iria fazer uma "maldade". Ora essa maldade era um toque. Lembro que na última consulta o meu médico me fez também um toque que não foi nada doloroso. Pois...isso não foi de certeza um "toque", foi mais uma cócega. Toques senti-os nesse dia e o primeiro logo ali, pela enfermeira "má". Foi horrível! O L. como estava no quarto, assistiu. Ainda perguntou se era necessário saír, mas ela disse que por ela, podia ficar. Ele ficou e deve ter-se arrependido. Bom, nesse toque que quase me chegou ao estômago, verificou-se que estava tudo muito verde. Ligou-me o soro que julgo já teriam oxitocina ou outra coisa qualquer para induzir contracções e ali fiquei calmamente, ainda sem dores. Cerca das 10:30H, aparece o meu médico. Outro toque daqueles... viu que já existiam contracções.
Continuámos assim até cerca das 12:30H, altura em que já tinha pedido umas 3 vezes a arrastadeira, pois a bexiga enchia muito rapidamente. As dores a esta hora já eram mais que muitas. Aparece-me então a enfermeira no quarto acompanhada da anestesista. Pensei logo que as dores iriam parar naquele momento. Mas não. Aplicaram-me apenas o catéter e foram-se embora. Esta parte também doeu.
Às 14H as contracções eram muitas e bastante dolorosas. Já não agentava de dores e disse-o à enfermeira. Ela fez novo toque (aí vão 3) e verificou que já existiam 3/4 dedos de dilatação. Decidiu então que era altura de introduzir no catéter da epidural o líquido milagroso. A sensação foi indiscritível. Um alívio tão grande, tão grande que era capaz de ficar assim 2 ou 3 dias. O médico apareceu entretanto e disse que o processo estava bem encaminhado e que talvez fosse rápido. Já a enfermeira não dizia o mesmo.
Às 16H já o efeito da epidural estava a passar. Novo toque (aí vão 4). Ainda os mesmos 4 dedos de dilatação. A coisa não estava a evoluír. Aqui começou-se a colocar a hipótese de cesariana. Devo dizer que por um lado essa ideia pareceu-me boa, pois já estava farta de tantos toques, farta de dores, farta de estar deitada, ansiosa, saturada... mas por outro lado, depois de tanto sofrimento, pensei que acabando numa cesariana, teria sido tudo inútil. E já agora, se pudesse ser, que isto tivesse o desfecho num parto normal. Mas as prespectivas não eram favoráveis. Reforço de epidural. O médico veio visitar-me novamente e depois de novo toque (aí vão 5) deu como como limite as 18H. A enfermeira apareceu novamente desta vez para fazer um descolamento de membranas. Saíu imenso líquido. Como estava sob o efeito da epidural, nem o toque do Dr. nem este descolamento me doeram. E nesta altura, sinceramente, já estava por tudo... O L. esteve lá desde o início, viu rigorosamente tudo o que me fizeram e já estava farto daquilo. Se eu passei mal, ele também não estava melhor e já só queria que aquilo acabasse.
Às 16:30H a enfermeira, já a desconfiar que a dilatação não ia mesmo evoluír, coloca um uma garrafinha de um medicamento qualquer na ligação do soro. Nem perguntei o que era. Só sei que a partir daí comecei a sentir grandes alterações no meu estado. Fui também fazendo alguma força de modo a facilitar a dilatação. Pensei que mal não iria fazer.
Às 18H a enfermeira volta lá e pergunta como é que eu me sentia. Disse que achava que as coisas tinham evoluído. E ela torceu o nariz; disse que duvidava que numa hora e meia houvessem grandes alterações. Fez-me novo toque e fez uma expressão surpreendida: "Dilatação completa, incrível! Daqui a 10 minutos vai já para o bloco, vou só dar-lhe mais uma dose de epidural"
Ne queríamos acreditar. Já esperava outro desfecho, mas de repente tudo mudou. Perguntei-lhe que garrafinha era aquela que me tinha posto no soro e se teria sido aquilo que tinha ajudado. Sorriu e disse o nome (que já não me lembro), que é um medicamento que ajuda a relaxar os músculos, logo ajudou o útero a ceder.
Deu-me então nova dose de epidural e levaram-me então 10 minutos depois para o bloco. Deve ter sido o tempo da anestesia fazer efeito e de chamarem o médico. A enfermeira má foi comigo.
Chegada ao bloco, mudaram-me para a marquesa. A equipa médica já estava pronta e falavam animadamente. O L. já estava devidamente equipado com bata, máscara, etc.
O Dr. fez novo toque e disse que ela estava mesmo ali á porta. Era só fazer uma forçazinha. Mandou-me então puxar uma e duas vezes. Do meu lado direito ouvia as palavras de icentivo do L. e do meu lado esquerdo da enfermeira má, que me apoiou bastante dando-me indicações e bastante força. Depois de duas "puxadas" mandaram-me respirar um bocadinho e aproveitei logo para pedir para, se possível, não me cortarem. O Dr. disse que ia tentar. Depois mandou-me fazer força novamente, desta vez com a maior intensidade possível. Fi-la e ouvi o Dr. a dizer "Está mesmo aqui, está mesmo aqui." Outra força e começo a sentir a minha filhota a saír. Não a vejo mas ouço o L. e os outros a dizerem que era cabeluda. O L. dizia emocionado, que já estava a vê-la e que estava a saír. Levanto a cabeça e agora sim, vejo a minha filha; de cabeça para baixo, comprida, clarinha e com uma cabeleira farta :) Às 18:23H nascia a Leonor.
Levaram-na para uma mesa logo ali ao lado e trataram dela. O pai estava fascinado e só dizia que ela era linda e que tinha o meu nariz. Pensei logo: coitadinha...
Enquanto foi observada pelo neonatologista (APGAR 9/10), a limparam e a vestiram, eu ia sendo cosida (tive mesmo que ser cortada), olhava fascinada para aquela coisa pequenina ali ao lado. Era mesmo linda. Eu tremia de frio e de felicidade. Ria e chorava... Foi indescritível.
Depois de tratarem de mim, puseram-me numa cama, colocaram a Leonor comigo e fomos para o recobro. Aí, sem ninguém, tivemos oportunidade de finalmente nos olharmos, torcarmos, de nos conhecermos. Perguntaram-me se queria amamentar e respondi que sim. Logo ali, coloquei uma mama a jeito para a Leonor pegar. Ela tinha o reflexo de mamar bastante apurado e virou logo a cabecinha ao encontro da mama. O problema eram os meus mamilos que não ajudavam. Mas eis que aparece a enfermeira má e dá o jeito à mama e à bebé. A Leonor começou a mamar. Sorri para a enfermeira e agradeci. Ela aí tirou a "máscara" de enfermeira séria e profissional e mostrou a pessoa amável, simpática e carinhosa. Ainda ficou ali um bocadinho connosco.
O L. apareceu passado um pouco e ali ficámos os 3 durante um bom bocado, antes de subirmos para o quarto onde nos aguardava uma verdadeira multidão... Mas os dramas do pós parto ficam para depois.
Foi um dia longo, passei alguns maus momentos mas valeu a pena. Todo o processo até chegar ao bloco de partos foi chato, saturante e doloroso. O parto propriamente dito, não terá demorado mais de 10/15 minutos e não me custou mesmo nada.
Não fiquei com quaisquer traumas, fui muito bem tratada, as enfermeiras foram fantásticas e pude constatar que tive imensa sorte com o meu médico. Maravilhoso, do princípio ao fim.
O pior desta aventura foi o pós-parto. Mas isso dá uma novela...
Quanto ao pai, não há palavras para descrever o apoio que me deu. Sei que estas coisas lhe custam muito, sei que sofreu bastante mas nem por um minuto vacilou e me deixou. Esteve sempre lá. Viu tudo, participou no que podia. Acho que sem ele não teria aguentado como aguentei. A presença dele em todo o processo fez toda a diferença.
Foi sem dúvida, o dia mais feliz das nossas vidas.
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Parto
sexta-feira, julho 27, 2007
27 de Julho
Hoje é o nosso dia.
27 de Julho de 1995, marcou o início do nosso amor, foi o dia que começámos a namorar. 7 anos depois, a 27 de Julho de 2002, assinámos um compromisso eterno quando casámos.
Hoje comemoramos esta data com o melhor presente do mundo, com a nossa filha. Se nos julgávamos felizes antes, o que dizer desde há 4 dias a esta parte?
quinta-feira, julho 26, 2007
Só desta vez...
... não resisto a abrir uma excepção. Uma foto da nossa Leonor, com 2 dias.
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Fotos
quarta-feira, julho 25, 2007
Já estamos em casa
Exaustos, mas imensamente felizes.
Notícias em breve. Obrigada por tudo!
Notícias em breve. Obrigada por tudo!
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segunda-feira, julho 23, 2007
O MELHOR DIA DA MINHA VIDA
Gostaria de informar aos leitores do blog que a LEONOR nasceu hoje pelas 18.23m com 2.860gr,
de parto normal, penso que o resto dos pormenores podem ser ditos pela GRANDE MÃE que foi sinceramente portou-se muito bem.
Uma coisa é certa a LEONOR é LINDA.
Obrigado,
Ass. PAI
de parto normal, penso que o resto dos pormenores podem ser ditos pela GRANDE MÃE que foi sinceramente portou-se muito bem.
Uma coisa é certa a LEONOR é LINDA.
Obrigado,
Ass. PAI
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sábado, julho 21, 2007
Voltas e voltas
Voltas da Leonor na barriga e voltas minhas para ver se ela chega mais depressa. E nada, apesar dela andar aqui numa ginástica enorme, não quer saír.
Hoje fui andar quilómetros e até agora, tudo na mesma. Tenho contracções e de vez em quando sinto uma fraqueza nas pernas. Estou cada vez mais ansiosa. Quanto ao pai, nem se fala, as cólicas dão conta dele :-) Os avós maternos não dormem como deve ser há mais de uma semana.
E assim estamos, a menos de 48 horas de ter a nossa filha, a bem ou a mal.
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sexta-feira, julho 20, 2007
Sem surpresas
E por aqui andamos, sem novidades.
Ontem foi um dia calmo, passado em casa. Por causa deste meu estado, este ano tive um maior número de telefonemas e SMS relativamente aos anos anteriores. Cheguei ao fim do dia cansada de falar :) (Já agora, obrigada pelos parabéns a quem aqui passou ou enviou mensagem).
À noite eu e o pai fomos jantar fora. Andei um pouco e verifiquei que andar provocou algumas movimentações e dores estranhas, mas não foi suficiente para desencadear nada. Por isso, cá andamos e já me mentalizei que não vão haver surpresas até 2ª feira. Esta miúda vai mesmo ter que ser despejada à força da sua "casa". Assim, só me resta esperar.
Prometo dar novidades assim que elas existam.
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quinta-feira, julho 19, 2007
19 de Julho de 1975
Esta é a minha data de nascimento. Faz hoje 32 anos que vim ao mundo, numa noite quente de Verão.

Segundo rezam as crónicas, minha gestação já tinha chegado ao fim há algum tempo, por isso a minha mãe foi aconselhada a apresentar-se neste dia no hospital para uma indução (e critico eu a minha filha...). Antigamente o tempo não era medido por semanas mas sim por meses e os 9 já tinham passado há muito. Diz a minha mãe que já estava quase em 10 (?)!!! Será possível? Sei que supostamente era para ter nascido primeiro que uma prima minha...ela nasceu a 4 de Julho...
Depois de um dia normal de trabalho, às 15 h sai então a minha mãe do seu local de trabalho, com uma barriga imensa e vai até ao hospital de Santa Maria para ver se era então nesse dia que nascia finalmente a sua primogénita. Ao que parece, não ia nervosa. Não sabia para o que ia, essa é a verdade. Até aí, nunca tinha sentido quaisquer sinais, dores, contracções, nada.
Chegou ao serviço de obstetrícia, foi preparada e ligada ao soro com oxitocina. Passadas algumas horas, começa então a sentir as primeiras dores e a partir daí, estas foram sempre a aumentar até que às 22.45H, finalmente, nasci. Isto tudo, claro, sem epidural ou qualquer analgésico. Diz que nem sentiu a episiotomia, apenas que lhe doeu um pouco na parte dos pontos. Reforço, sem qualquer tipo de analgésico!
Ao que parece, eu vinha muito amarela e mal encarada (pudera, quase 10 meses lá dentro...). O peso era o normal apesar do tempo, 3,500 Kg.
Não tenho cá em casa nenhuma foto dessa altura, apenas esta tirada na praia um ano depois, em Julho de 76.
Parabéns a mim :-)

quarta-feira, julho 18, 2007
Querida filha:
Este post escrevo-o directamente para ti. A tua mãezinha quer fazer-te um pedido: Gostava que nascesses antes do dia marcado, ou seja, 2ª feira. Primeiro porque a tua mãe sempre detestou 2ªs feiras. É um dia lixado quando se trabalha e já percebi que mesmo em casa, também não tem lá muita piada. Ainda por cima o médico mandou-nos lá estar logo às 8 da manhã. Ora, para lá estar a esta hora temos necessariamente de sair de casa cedo. Não que seja longe, mas daqui ao hospital apanha-se um trânsito do caraças. É 2ª feira... 8 da manhã... e entrar em Lisboa nestas condições (mesmo numa altura que está muita gente de férias) nunca é fácil. E acredita, vou estar com um humor adequado ao dia e à situação porque ainda por cima sei que estou a ir para passar grande parte do dia num estado aborrecido; com dores, nervosa, etc. OK, a perspectiva de te conhecer torna o cenário mais agradável, mas não deixa de me pôr ansiosa. Peço-te, nasce antes, está bem?
Outra coisa, já agora se te for possível, não resolvas vir amanhã, OK? Amanhã a mãe faz anos. Não me está a apetecer nada passar o meu dia de aniversário no tal estado... OK, serias um belo presente, mas pensa no futuro... é que daqui para a frente a tua mãezinha deixaria de ter direito a presentes e existe uma criança dentro de mim (além de ti, claro) que adoooora receber presente e parecendo que não, alguns dão jeito. Além disso, a tua avó materna já disse que levava um bolo para o hospital para comemorarmos lá... Filha, não imaginas a confusão que é quando a tua família se junta num aniversário e mesmo com um quarto só para nós, o pessoal do hospital e as outras pacientes não iriam ter paz. Pensa neles pelo menos, coitados, não têm culpa.
6ª feira, sim, era um óptimo dia para nascer. Dia 20 é um número giro. Além disso, no fim de semana dava jeito a toda a gente ir lá visitar-nos e já ficavam as visitas praticamente todas despachadinhas. Já pensaste nisso? Pronto, se decidisses vir Sábado ou Domingo também não me importava. Mas por favor, 2ª feira é que não.
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Eu
39 Semanas
Esta será a última semana da minha gravidez.

39 semanas depois, cá estou eu prestes a ver a minha vida a ser mudada para sempre. Estou nostálgica mas feliz e cada vez mais ansiosa. Aliás, estamos. Tanto eu como o pai sabemos que nada será como antes. O "antes" é quase uma vida em conjunto. Curiosamente ainda não falámos a sério sobre o impacto que terá o nascimento da Leonor na nossa relação.
Foram 7 anos de namoro e já são 5 de casados, ou seja, 12 anos a vivermos em exclusivo um para o outro. 12 anos de muitos altos e alguns baixos. Amor, partilha mas também alguns momentos menos bons. Maus até. Já passámos por muito e superámos sempre porque o nosso amor foi sempre mais forte que todos os obstáculos que se nos depararam.
Desde que casámos que falamos na hipótese de ter filhos e foi sempre de comum acordo que preferimos esperar até termos a estabilidade que achávamos necessária para nos podermos dedicar de alma e coração a um filho. Só que o ser humano às vezes é um bocadinho egoísta e o conceito de "estabilidade" varia de pessoa para pessoa. Adiámos a decisão durante 5 anos. Havia sempre qualquer coisa que parecia mais prioritária; uma viagem, as nossas mudanças de emprego, um ou outro motivo familiar, aquele destino que queriamos muito visitar, etc. Apesar das pressões, nunca cedemos. O que é certo é que eu também não me sentia preparada para isso. Sempre achei que não tinha maturidade e pesava também a minha falta de experiência com bebés.
Finalmente decidimos avançar. A medo, mas com a certeza que, agora sim, estava na altura. Durante a gravidez tivemos tempo para nos preparármos para a o nascimento da nossa filha, mas à medida que a hora se aproxima, sinto que por mais preparação que se tenha, há sempre uma insegurança, um medo do desconhecido. Mas estou confiante. Sei que estes 12 anos de vida em comum nos deram a capacidade e a maturidade de juntos superármos qualquer dificuldade nesta nova fase. Confio a 100% na pessoa que tenho ao meu lado e sei que vai correr tudo bem. É um excelente ser humano, uma óptima pessoa e sei que será um pai fantástico.
E em breve teremos, finalmente, a nossa filha connosco. Mal posso esperar!

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segunda-feira, julho 16, 2007
Ainda aqui andamos
Isto de ter data marcada para a Leonor nascer (isto se ela não nos fizer uma surpresa), não tem piada nenhuma. Além de estragar o que tem mais piada (a imprevisibilidade da hora H), cria uma uma maior ansiedade. Aqui estou eu, a exactamente uma semana de a ter nos braços. Se este facto me dá uma imensa alegria por um lado, por outro faz-me lamentar que ainda falta uma semana. É uma seca.
Tenho estado em casa e o não estar habituada a ter este tempo todo livre começa a deixar-me saturada. Tento ocupar-me a ler, a arrumar, a limpar, a ver televisão e sobretudo a comer. Muito se come quando se está em casa... Enfim, só me resta esperar.
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